sexta-feira, 16 de novembro de 2012

AYURVEDA E OS PONTOS MARMA

PALESTRA PROFERIDA POR AGNES XAVIER : MARATONA MÍSTICA 10.11.2012


MARMA MURDHINI
Situado a 10 dedos de distância desde o ponto médio entre as sobrancelhas.
Tem a ação de estimular a circulação cerebral e do fluido espinhal, a memória, a atenção e a concentração, reduzir a dor de cabeça, acalmar a mente.
Indicado para restabelecer a consciência, em caso de desmaio. Tratar disfunções motoras, estimular as funções das glândulas Pineal e Pituitária, regulando a função do lóbulo central (sede das emoções). Para auxiliar no tratamento de AVC e espasmos musculares.

MARMA SHIVARANDHRA
Localiza-se bem no meio da cabeça, a 12 dedos de distância desde o ponto médio entre as sobrancelhas.
Tem a ação de aliviar dores de cabeça na região occipital e posterior. Estimula a circulação cerebral e a circulação do líquido cerebroespinhal. Estimula o funcionamento adequado da glândula Pituitária. Reduz as irritações das meninges. Estimula a memória, acalma a mente e equilibra as emoções.
Indicado no caso de Enxaquecas, cefaleias tensionais, dores de cabeça na região occipital ou parietal. Dores no pescoço, espondilose cervical (artrite na coluna).
Acidentes vasculares cerebrais (AVC) e lesões como tumores e abcessos. Zumbido nos ouvidos. Memória fraca. Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Distúrbios emocionais como medo, ansiedade, nervosismo, insegurança, solidão, instabilidade emocional e inquietação.

  MARMA AJNA
Situado no meio de testa, 1 dedo acima do ponto médio entre as sobrancelhas.
Atuar neste Marma traz sensação de ordem para o corpo, mente e consciência. Estabiliza as flutuações da mente, pensamentos e emoções, induzindo a tranquilidade mental e a uma profunda sensação de paz interior. Estimula a circulação cerebral. Otimiza a função das glândulas pituitária e pineal, regula as secreções hormonais. Alivia dores de cabeça, aumenta a concentração e estimula a memória. Facilita a intuição e os insights. Alivia a pressão intraocular. Beneficia olhos e nariz.
Indicado para tratamento de enxaquecas, disfunções da pituitária, desequilíbrios hormonais, perda de concentração, baixa da memória, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), stress, insônia, distúrbios emocionais, obstrução ou corrimento nasal, pólipos nasais, desvios do septo, glaucoma e fadiga ocular.
MARMA NASA MULA
Situado no meio da testa, entre as sobrancelhas, a distância de 1 dedo abaixo de Ajna.
Tem a ação de acalmar a mente, reequilibrar emoções, reduzir dores de cabeça, regular a absorção de Prana (energia), beneficiar olhos e nariz. Reduz ansiedade, medo e insegurança, assim como raiva, ira, rinite e prostatite.
Indicado nos tratamentos de enxaqueca, dor de cabeça na fronte, glaucoma, pressão ocular elevada, nariz escorrendo ou ressecamento das narinas, ronco, dificuldades respiratórias, distúrbios emocionais, dificuldades em dormir, stress, disfunções da próstata, desconforto da cervical.
MARMA SHANKA
São dois pontos, situados em ambos lados das têmporas, na depressão, a 1 ou 2 dedos de distância do final das sobrancelhas.
As três indicações principais para atuação neste Marma são: disfunção do cólon, acidez do estômago e dores de cabeça na região temporal.
O Marma à direita corresponde ao estômago e ao cólon ascendente. Se há presença de sensibilidade nesse ponto, pode ser devido a gastrite por acidez ou presença de úlceras. O Marma à esquerda está relacionado com o duodeno e o cólon descendente. Sensibilidade na região indica presença de cálculos biliares, colite ou uma úlcera duodenal. Eficazes para reduzir infecções, inflamações e sensação de calor no corpo. Indicado para tratamento de enxaquecas e stress emocional. Pressão em Shanka pode desencadear lembranças amargas guardadas no subconsciente. As “lembranças amargas” estão ligadas a problemas de estômago, fígado e vesícula biliar, que podem estar intimamente associados a sentimentos de ódio e raiva. Ttambém é indicado para redução da dor devido a Disfunção da Articulação Temporomandibular (ATM), dor que pode ser desenvolvida a partir de emoções reprimidas.
Por estarem próximos as orelhas e a mandíbula, a atuação nestes pontos tratam otite média, zumbido, dores dentárias, nevralgia do trigêmeo e paralisia de Bell (paralisia do nervo facial). Atua na síndrome de Ménière (um complexo de sintomas de etiologia desconhecida que afetam audição e equilíbrio), acompanhada com zumbido. Sua estimulação beneficia os distúrbios da fala, pela sua associação com a área de Broca, o centro do cérebro de processamento de linguagem e da produção da fala .

MARMA HANU
Situado na depressão do queixo, abaixo do lábio inferior.
Sua ação é regular as funções salivares e as funções digestivas, reduzindo dores na região. Também melhora a coloração facial e tonifica os músculos faciais. Reduz stress e emoções desequilibradas.
Indicado nos tratamentos de excesso de salivação, dores nos dentes, nevralgia de trigêmeos, dores nas têmporas, stress, desequilíbrios hormonais,dores na cervical, dores testiculares, prostatite, disfunções sexuais, hemorróidas e distúrbios emocionais.
Quando se fala em stress, significa que seja originado por raiva, orgulho e excesso de confiança, ganância e melancolia ou emoções como medo, solidão, luto e tristeza.
Este ponto está relacionado funcionalmente com os dois incisivos inferiores, e reduz dores localizadas e congestionamento nas glândulas salivares submandibular e sublingual. Também pode aliviar dores na mandíbula, dores de cabeça nas têmporas e dores lombares. Uma leve pressão sobre este ponto permite relaxar a mandíbula, diminuindo a tensão e o stress. Também está funcionalmente relacionado com o cólon posterior, a pituitária e área lombo sacral, ajudando a aliviar qualquer disfunção nessas áreas.
Atua nos distúrbios reprodutivos, especificamente, os que afetam a próstata e colo do útero.




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O PODER DA PALAVRA NA CABALA


Na Torá  - livro de Vaikra ,correspondente ao Livro de Levítico ,no Antigo Testamento Cristão – está inserido o Mitzvah (ensinamento) do “Dan Lekav Zechut” que consiste no princípio de que deve-se dar às pessoas o julgamento mais favorável, concedendo-lhes,sempre,o benefício da dúvida.
Ele é um mandamento positivo e estudando os versículos que seguem a essa determinação vemos que um deles, taxativamente, diz que não se deve difamar o próximo ou seja “falar mal” dele, ter contra ele sentimentos de ódio ou vingança.
A Cabala - que segue os ensinamentos contidos na Torá -  e os ensinamentos  de  todos os mestres cabalistas que a interpretaram, tem como um dos seus grandes princípios a abstenção do  comportamento da “maledicência” que em hebraico diz-se “lashon hará”.
Llashon hará, literalmente, “língua má”, é qualquer discurso que ofenda outra pessoas ,e, detalhe importantíssimo, mesmo que as declarações sejam verdadeiras.
Assim vemos que o ensinamento que determina que se faça, sempre , um  “julgamento mais favorável”,concedendo-se as pessoas o benefício da dúvida é a origem  do mandamento de não se fazer lashon hará.
Ou seja, toda vez que fizermos um julgamento mais favorável, não alimentando sentimentos de vingança, inevitavelmente, isso nos conduzirá a não  “falar mal “de uma  pessoa.
Enfim, fazer um julgamento desfavorável está diretamente ligado ao ato de difamar, por outra, quanto mais julgarmos favoravelmente, menos “falaremos mal” do outro disseminando uma má-fama  que poderá resultar em efeitos extremamente negativos para todos os envolvidos nos “comentários” que fazemos.
Devemos notar que o “falar mal” o Lashon Hará”, na verdade não um inocente comentário, um lapso da palavra, ele é,quase que invariavelmente, uma atitude consciente e, mais do que isso ele possui em sua raiz, na maioria das vezes, um julgamento precipitado, uma visão “condenatória” ou uma avaliação negativa baseada em premissas pessoais ou advindas da  impregnação por conceitos ou julgamentos de outros.
No entanto,quando se fala em julgamento mais favorável, isso não quer dizer que somos obrigados a acreditar cegamente em tudo aquilo que as pessoas dizem para se “defender”  de “acusações”,mas sim termos a consciência de que, na maioria das vezes, nós não temos acesso a todas as informações sobre aquilo que é afirmado contra a pessoa, ou seja não temos a possibilidade de examinar as “provas”, as “circunstâncias” , os “atenuantes”.
O que ensina a Cabala é que, diante de tais limitações que atingem nosso julgamento, devemos nos abster da opção pela “condenação” e, assim, deixarmos de praticar o inevitável lashon que decorrerá de nosso julgamento.
Quando julgamos desfavoravelmente agimos como se conhecêssemos profundamente as pessoas, os fatos, as circunstâncias e isso – na esmagadora maioria das vezes - não é verdade.
O importante é entender que abster do julgamento desfavorável, não é segundo os preceitos cabalísticos, uma “bondade”, uma “escolha. È uma obrigação de cada um de nós

OS EFEITOS DO LASHON
Os efeitos do lashon são triplos:
Para quem fala :
 Traz à pessoa que fala toda a negatividade que envolve a situação, pois ele está repercutindo fato, verdadeiro ou não, em relação a uma pessoa.
 Isso poderá – e quase sempre isso acontece - fazer com que outras pessoas se afastem de quem se falou, não confiem nele, o evitem. Criamos para nós, assim, um “ticun” (algo parecido com o conceito de “karma” dos hindus) pois, na verdade acabamos fazendo um “mal” à pessoa de quem falamos.

Para de quem se fala:  Acumulam-se sobre ela conceitos, desejos, intenções que lhe produzirão dificuldades emocionais,sociais,econômicas, espirituais, imputamos-lhe uma má-fama que fará que um grande negatividade se acumule sobre ele.

Para quem ouve: Essa pessoa, aparentemente não atingida pelo lashon recebe e ressente-se de toda a negatividade do relato do fato, contamina-se com as opiniões, conceitos ou deles elabora críticas, o que gera ansiedade, angústia ,revolta,decepção.


UMA FORTE RAZÃO  PELA QUAL O LASHON  É UMA FALTA TÃO GRAVE:
Para você eliminar o efeito negativo do lashon deverá arrepender-se verdadeiramente.
Isso é muito difícil. Necessitaria, por exemplo, que você dirigisse à pessoa contra qual praticou o lashon e dissesse a ela que o fez.

A BÍBLIA CRISTÃ E O LASHON

O maldizer é tema recorrente na Bíblia nos livros do Antigo Testamento , mas,sobre ele também falou Jesus de Nazaré em suas pregações, como se vê no Evangelho segundo Mateus, no episódio em  que é narrada a relação entre Jesus e a tradição dos judeus.
Em uma de suas viagens mestres judaicos vieram de Jerusalém para inquiri-lo sobre os ensinamentos que andava disseminando e o questionaram sobre várias atitudes de seus discípulos que seriam contrárias às leis judaicas,no caso, em relação ao fato de que os discípulos de Jesus não lavavam as mãos antes de tocar no alimento que ingeriam o que os tornariam impuros.
É nesta ocasião que Jesus se reporta ao ensinamento cabalístico acerca do lashon hará dizendo:
O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”. (Mateus 15.10)
Essa é a própria essência da proibição do lashon, pois como explicou Jesus, o que entra pela boca do homem é expelido pelo seu corpo, mas o que sai pela boca vem do coração, da alma e impregna o homem: os maus pensamentos, o julgamento duro, as mentiras, as calúnias .
 REFLEXÃO  FINAL
 O tema foi escolhido porque o mundo moderno parece  desconhecer por completo essa temática, já que o que mais se presencia é o “Julgamento desfavorável” e a consequente maledicência daquele decorrente.
O lashon está presente de forma  avassaladora em nossas vidas e é praticado, quase sempre, não ocasionalmente,mas como uma prática diária, não só no âmbito de “conhecidos” ,mas em relação a toda e qualquer pessoa que tenha uma vida “exposta”, “pública”
Os julgamentos que são feitos são cada vez mais ferozes e com um poder de destruição muito maior devido à grande influência da mídia sobre a “opinião” das pessoas.
A mídia que sob o aspecto positivo informa e alerta, perdeu uma grande dose de sua isenção e, frequentemente, divulga,manipula e distorce informações de acordo com os interesses de grupos econômicos e políticos.
A destruição de carreiras, reputações, trajetórias é feita de maneira feroz,sendo a “presunção de culpa” a regra e o julgamento benéfico e o  benefício da dúvida , a exceção.
É certo que precisamos resgatar essa “Mitzva” cabalista em benefício de um mundo mais harmonioso ,no qual as pessoas não se dediquem por pura falta de “diversão”a disseminar e a contaminar-se com a treva da maledicência.
Reflita sobre o tema. Seja um difusor da conciliação ,um observador mais “silêncioso” da condição humano.
Traga luz à sua vida, ao Planeta e ao Universo.
Shalom e Shanti.